sábado, 28 de abril de 2012

Como ter R$ 1 milhão em sua conta bancária

A prosperidade da economia brasileira – recentemente elevada à condição de sexta maior do mundo – vai produzir milionários a um ritmo acelerado nos próximos anos. Pela estimativa do banco Credit Suisse, na pesquisa Global Wealth Report, o número de cidadãos com mais de R$ 1 milhão de patrimônio vai saltar de 319 mil para 815 mil no país em 2016. Ou seja: a cada dia, 271 pessoas vão atingir o sonho de juntar pelo menos R$ 1 milhão.

Para entrar nessa estatística sem depender da sorte ou de laços familiares, é preciso arregaçar as mangas para trabalhar, ter muita disciplina para conter os gastos e cultivar a paciência para obter resultados no longo prazo. “Ficar milionário é uma maratona, e não uma corrida de 100 metros”, diz Guilherme Benchimol, presidente da XP Investimentos. “É preciso aprender a fazer sacrifícios.”

Quem não tem tanto dinheiro para começar não precisa desanimar. Uma conta feita pelo administrador de empresas e consultor de finanças pessoais Mauro Calil, que já juntou mais de R$ 1 milhão no banco, mostra que uma pessoa poderá juntar R$ 1 milhão em 30 anos se poupar R$ 300 por mês (ou R$ 10 por dia) e tratar de obter rentabilidade mensal líquida (descontados os impostos, taxas e a inflação) de no mínimo 1%. Veja abaixo outras alternativas e dicas de poupança:


Na tabela acima, a professora Ângela Menezes, do Insper, calculou os valores com base na taxa efetiva, que mostra a rentabilidade final de um investimento, já excluindo os valores do imposto de renda das aplicações.

Antes de qualquer coisa é preciso seguir uma regra óbvia, mas que muita gente ignora, seja por desorganização, desconhecimento ou necessidade: não se pode gastar mais do que se ganha. A enorme quantidade de gente que se endivida a ponto de não conseguir honrar os compromissos prova o quanto esse mandamento das finanças pessoais é desrespeitado. “O crédito é uma ferramenta importante, mas as pessoas que tomam dinheiro emprestado precisam saber qual é o custo do dinheiro e qual deve ser o limite delas”, diz o professor de Educação Financeira da BM&F Bovespa José Alberto Netto Filho.

Feita a primeira lição de casa, é hora de arrumar espaço no orçamento para começar a poupar. Quanto mais sobrar todos os meses, mais perto fica o sonho do milhão. “Mais importante do que saber as técnicas de investimento é adotar um novo comportamento em relação ao consumo”, diz Eliane Habib, sócia da Practa Treinamento e Educação Financeira. “Começar a guardar dinheiro e renunciar a certos bens de consumo é tão difícil quanto parar de fumar”, afirma.

O segredo é pensar longe, lá no futuro, e não se deixar de levar pelo impulso consumista. “Antes de comprar qualquer coisa, dê um tempo. A febre do consumo vai passar, com certeza”, diz Eliane. “Pense que você está abrindo mão daquilo para manter seu padrão de vida na velhice.”

Outra dica unânime entre os especialistas em finanças pessoais é separar um percentual mensal da renda e encará-lo como uma se fosse uma conta a pagar como qualquer outra – o aluguel, o condomínio, a escola das crianças e... o investimento. Dessa forma, o dinheiro a ser poupado já começa o mês “amarrado” e a tentação de torrá-lo diminui.

Quando começar a aparecer alguma sobra, é hora de aprender a investir. A boa e velha caderneta de poupança é a opção inicial mais procurada, por sua simplicidade e segurança. Mas é possível, mesmo com pouco capital sobrando, investir em fundos de investimento de renda fixa com rendimento superior ao da poupança – que, na verdade, apenas protege o valor do dinheiro, mas não o faz crescer de verdade.

A dica é jamais confiar no gerente do banco (que vai tentar te empurrar os produtos que são mais interessantes para a instituição, mas não necessariamente para você) e buscar fontes de informação independentes como consultores especializados, empresas de investimento independentes, reportagens e colunas na imprensa, fóruns de discussão na internet, entre outras. Outras opções interessantes para investimentos mais conservadores são o Tesouro Direto – uma forma de comprar títulos do governo sem a intervenção dos bancos – e os planos de previdência privada – que têm como principal atrativo a possibilidade de receber até 12% do que seria pago de imposto de renda pelo contribuinte.

Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/investimentos/veja-as-dicas-dos-especialistas-para-chegar-a-r-1-milhao-na-cont/n1597563565507.html

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ambientalistas lamentam Código Florestal e aguardam veto de Dilma

Mudanças na principal lei florestal brasileira opõem ruralistas e ambientalistas e expõem divisão na base aliada do governo. Ativistas pressionam para que Dilma vete o novo Código.

O governo pensou que evitaria a polêmica e ganharia pelo voto. Mas não conseguiu. O texto do Código Florestal aprovado pelos deputados nesta quarta-feira (25/04) exclui a maioria dos pontos defendidos pela administração federal. Foi uma derrota por uma diferença de 90 votos, que escancarou uma divisão na base aliada do governo. Em tese, PT e PMDB deveriam garantir maioria a
Dilma na Câmara dos Deputados.


Especialistas dizem que o resultado confirmou a inclinação pró-ruralista da Câmara dos Deputados. E aqueles que votaram com a presidente Dilma Rousseff contam agora com o veto presidencial ao projeto – Dilma, anfitriã da conferência que vai discutir o desenvolvimento sustentável do planeta, a Rio+20, já havia dito que se oporia a qualquer dispositivo que aumentasse o desmatamento.

Um dia depois da aprovação pelos deputados, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que o resultado não era o esperado pelo governo e que Rousseff analisará com "serenidade" a possibilidade de barrar a lei. Sobre o impacto que o novo Código Florestal possa ter na Rio+20, Carvalho disse que "muito mais importante" seria o cuidado com a preservação e com o modelo de desenvolvimento sustentável que o país prega.

As mudanças na principal lei florestal brasileira opõem duas grandes frentes: a dos ruralistas e a dos ambientalistas, que trocam acusações e usam frases de impacto para impor suas visões. De um lado, organizações como o WWF e o Greenpeace anunciam "o início do fim das florestas". Do outro, o setor agropecuário festeja: o Congresso Nacional teria escolhido o caminho da produção agropecuária sustentável.


Fonte: http://www.dw.de/dw/article/0,,15912556,00.html?maca=bra-uol-all-1387-xml-uol

quinta-feira, 26 de abril de 2012

'Região Norte é prioridade para banda larga', diz ministro das Comunicações

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo afirmou, nesta quinta-feira (26), que a Região Norte é prioridade no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Em entrevista, ele afirmou que a internet na região não é boa. "As críticas e reclamações em relação a internet aqui são justas, temos uma defasagem muito grande na Região Norte. Até no Nordeste, que não é tão bem servido em termos de estrutura quanto o Sudeste ou o Sul, a internet é melhor. A região é prioridade no Plano de Banda Larga e é preciso correr para tirar o atraso da região", declarou.

Ele ressaltou as dificuldades de infraestrutura da região e disse apostar no projeto do Linhão de Tucuruí para trazer internet de qualidade para o Amazonas até 2013. "Também fizemos acordos entre a Telebras e empresas privadas para usar a fibra ótica já instalada no trecho entre Manaus e Coari. As cidades nesse trecho serão beneficiadas. Quem sabe até 2013 as pessoas param de reclamar que aqui não tem internet", disse Paulo Bernardo.

O Governo Federal investiu R$ 66,5 milhões para a conclusão do projeto. O ministro anunciou também que o projeto da construção de um satélite para levar banda larga à regiões mais afastadas dos grandes centros já foi aprovado pela presidenta Dilma e está em andamento.


Fonte: http://g1.globo.com/amazonas/noticia/2012/04/regiao-norte-e-prioridade-para-banda-larga-diz-ministro-das-comunicacoes.html

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bilhete de São Paulo leva prêmio de R$ 23 milhões da Mega-Sena

O concurso 1.381 da Mega-Sena sorteou nesta quarta-feira (18) em Itapema (SC) as seguintes dezenas: 11 - 27 - 30 - 40 - 44 - 57 e um único bilhete de São Paulo (SP), acertou os números e levou R$ 23 milhões sozinho.

O sortudo poderá garantir uma renda de mais de R$ 126 mil por mês investindo em poupança. O dinheiro também é suficiente para montar uma frota de 920 carros populares ou ainda para comprar 115 casas no valor de R$ 200 mil cada.

Outros 109 apostadores acertaram a quina e vão receber R$ 23.177,49 cada um. Mais 7.087 pessoas acertaram a quadra e vão levar R$ 509,25.

A estimativa de prêmio para o próximo concurso, a ser realizado no sábado (21), é de R$ 2 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer lotérica do país e custam a partir de R$ 2.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/18/bilhete-de-sao-paulo-leva-premio-de-r-23-milhoes-da-mega-sena-sozinho.htm

domingo, 25 de março de 2012

Governo Admite Pibinho

Equipe econômica refez as contas e já considera remotas as possibilidades de o país crescer mais do que 3,5% em 2012 

Apesar de lançar todo o seu arsenal disponível para turbinar o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e das reiteradas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo buscaria pelo menos 4% de crescimento, a equipe econômica jogou a toalha e já admite, internamente, que o avanço não passará de 3,5% em 2012. Projeções que circulam pela Esplanada apontam que a economia continuará engatinhando entre abril e junho e só reagirá mais fortemente no segundo semestre. Pouco tempo para reverter os resultados fracos do primeiros seis meses. 

Já trabalhando com esse cenário, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, esticou o horizonte do governo. "O ritmo da atividade econômica irá se acelerar ao longo deste e do próximo ano. Ou seja, teremos mais crescimento em 2012 do que tivemos em 2011 e, em 2013, possivelmente, mais do que neste ano", disse. Segundo ele, esse desempenho será sustentado pela "demanda interna, por estoques industriais" e pelo que chamou de "processo de flexibilização das condições macroeconômicas". 

Para o economista Raul Velloso, a conjuntura não permite outro desempenho senão esse em torno de 3,5% de crescimento em 2012. "O PIB teria que subir muito fortemente no segundo semestre para chegar a 4%, como quer o governo. Há uma impossibilidade matemática", avalia. Segundo ele, uma alavancagem forte do PIB, ancorada no consumo das famílias, poderia detonar uma nova subida das taxas de juros para segurar a inflação. 

O presidente da Latin Link Consultoria, Ruy Coutinho, concorda: "Teria que haver movimento de excitação da economia muito grande, que poderia refletir nos preços". Ele avalia que o governo deve trabalhar mesmo com horizontes mais dilatados e não com resultados bombásticos imediatos que não se repetem. "Não dá para agir com o objetivo apenas de fechar as contas e apresentar um bom número num determinado ano. Assim, vem um pibão num exercício e um pibinho no outro. Prefiro que seja um bom PIB sempre", resumiu ele, que chama essa visão de curto prazo de posicionamento tático em contraposição ao estratégico, de horizonte mais esticado. 

Menos consumo, mais poupança 
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que o Brasil precisa crescer, agora, por meio de investimentos e não mais via ampliação do crédito ao consumidor. "O ciclo do endividamento familiar é como sanfona. Abre, mas, a partir de certo momento, é preciso parar para poder expandir de novo", disse. Coutinho voltou a afirmar que é preciso elevar a taxa agregada de poupança do país e que os investimentos deveriam atingir 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, eles representam menos de 20%. "Isso é preciso para sustentar o crescimento com estabilidade", afirmou.



Fonte: http://www.transparenciacapixaba.org.br/noticia-detalhe.aspx?idNot=GOVERNO+ADMITE+PIBINHO+

quinta-feira, 22 de março de 2012

Prêmio Reconhece Competitividade de Micro e Pequenas Empresas


Nesta sexta-feira, 23, iniciativas de micro e pequenas empresas de todo o país serão reconhecidas. As vencedoras do MPE Brasil 2011, Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, serão conhecidas, em Brasília, em cerimônia que começa às 19h.
Serão premiadas as empresas que apresentaram as melhores práticas de gestão em oito categorias (indústria, comércio, serviços, turismo, tecnologia da informação (TI), saúde, educação e agronegócio). Haverá ainda dois destaques: para boas práticas de responsabilidade social e para novação.
As empresas foram escolhidas entre as 143 que conquistaram as etapas estaduais. Os 66 examinadores voluntários avaliaram a qualidade da gestão, da capacidade empreendedora do empresário e dos resultados alcançados a partir da implantação do modelo de excelência de gestão da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade).
Criada para incentivar a melhoria da qualidade da gestão nos pequenos negócios, a premiação é uma iniciativa do Sebrae, MBC (Movimento Brasil Competitivo, Gerdau e FQN) .
Ao todo, a edição 2011 do MPE Brasil contou com mais de 58 mil empresas inscritas e bateu recorde de candidatas que preenchem o questionário de autoavaliação da gestão: 32 mil, número 43% superior ao do ano passado.

Duas empresas paulistas estão no páreo

Duas empresas do interior de São Paulo concorrem ao prêmio. Selecionados nas categorias Indústria e Serviços de Saúde na etapa estadual, os representantes da Supera Componentes, de Jaguariúna, e Imlab, de Cerqueira César, concorrem com empresas de diferentes estados brasileiros pela utilização de ideias e difusão de valores como o aumento da qualidade, da produtividade e da competitividade em suas administrações.

segunda-feira, 19 de março de 2012

'Economia da web' no Brasil chegará a R$ 158 bilhões em 2016, diz estudo


A participação da internet na economia brasileira deve alcançar R$ 158 bilhões (US$ 89 bilhões) até 2016, segundo pesquisa da consultoria Boston Consulting Group divulgada nesta segunda-feira (19). De acordo com o levantamento, o valor deverá representar 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até lá. Em 2010, a economia da internet representou R$ 81 bilhões, ou 2,2% do PIB.
Dos US$ 89 bilhões que a web deverá representar na economia do país em 2016, US$ 76 deverão ser referentes a consumo; US$ 21 bilhões, a investimentos; e US$ 8 bilhões, a gastos do governo. Desse valor, são descontados US$ 16 bilhões, referentes a exportações.
O grupo aponta que, em 2016, o varejo on-line brasileiro deverá alcançar US$ 36 bilhões, ante os US$ 15 bilhões de 2010.
G20
Considerando todos os países do G20, a economia da web deve alcançar US$ 4,2 trilhões. Nos países em desenvolvimento, o estudo projeta um crescimento anual de 17,8% da economia da web. Na Europa, a expansão deve ficar em 5,7%.
“Ao todo, a economia da internet no G20 vai quase dobrar entre 2010 e 2016, quando irá empregar 32 milhões de pessoas a mais do que hoje”, diz a consultoria no estudo.
O crescimento, diz a pesquisa, é impulsionado por dois fatores: mais usuários e acesso mais rápido. Até 2016 o mundo terá 3 bilhões de usuários de internet, quase metade da população mundial, ante os 1,9 bilhões de usuários em 2010.