segunda-feira, 19 de março de 2012

'Economia da web' no Brasil chegará a R$ 158 bilhões em 2016, diz estudo


A participação da internet na economia brasileira deve alcançar R$ 158 bilhões (US$ 89 bilhões) até 2016, segundo pesquisa da consultoria Boston Consulting Group divulgada nesta segunda-feira (19). De acordo com o levantamento, o valor deverá representar 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até lá. Em 2010, a economia da internet representou R$ 81 bilhões, ou 2,2% do PIB.
Dos US$ 89 bilhões que a web deverá representar na economia do país em 2016, US$ 76 deverão ser referentes a consumo; US$ 21 bilhões, a investimentos; e US$ 8 bilhões, a gastos do governo. Desse valor, são descontados US$ 16 bilhões, referentes a exportações.
O grupo aponta que, em 2016, o varejo on-line brasileiro deverá alcançar US$ 36 bilhões, ante os US$ 15 bilhões de 2010.
G20
Considerando todos os países do G20, a economia da web deve alcançar US$ 4,2 trilhões. Nos países em desenvolvimento, o estudo projeta um crescimento anual de 17,8% da economia da web. Na Europa, a expansão deve ficar em 5,7%.
“Ao todo, a economia da internet no G20 vai quase dobrar entre 2010 e 2016, quando irá empregar 32 milhões de pessoas a mais do que hoje”, diz a consultoria no estudo.
O crescimento, diz a pesquisa, é impulsionado por dois fatores: mais usuários e acesso mais rápido. Até 2016 o mundo terá 3 bilhões de usuários de internet, quase metade da população mundial, ante os 1,9 bilhões de usuários em 2010.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mirar no Publico Certo Cria Identificação entre Empresa e Consumidores


Você sabe em qual segmento vai atuar, mas já definiu que tipo de consumidor seu produto ou serviço vai atender? Definir o público-alvo é um passo essencial para o sucesso da empresa pois, somente quando se conhece o nicho de atuação e sua necessidade de consumo, a empresa é capaz de criar uma identificação com ele. 
Segundo o consultor do Sebrae-SP Marcelo Sinelli, não é possível uma empresa agradar ou satisfazer a todos os consumidores de um determinado segmento de mercado. Trabalhar com um nicho permite dar uma “cara” melhor ao negócio e otimizar os esforços. “Atender um público abrangente demais não dá certo. Os clientes não vão se identificar com a empresa”, afirma.
Descobrir quem é o seu público, no entanto, é uma tarefa trabalhosa. Para dar dicas de como conhecer e definir o público, foram entrevistados especialistas e consultores na área que estabeleceram cinco passos básicos.
O primeiro é pesquisar o funcionamento do setor de atuação em que a empresa pretende ingressar. Ao visitar concorrentes e levantar informações o empreendedor pode encontrar alguma necessidade não atendida dos consumidores que signifique uma demanda importante. Se o seu o produto ou serviço contemplar essa necessidade, será um diferencial que pode abrir oportunidades e gerar vendas.  “É importante se informar ao máximo, não dá para abrir negócio no achismo”, diz o consultor.
PESQUISA:
Levante o máximo de informações possíveis sobre o segmento no qual deseja ingressar e estude seus concorrentes. Isso ajuda a identificar necessidades não atendidas pelo mercado que podem criar um diferencial para sua empresa.
PÚBLICO:
Estude e converse com consumidores potenciais do seu produto. Descubra o quanto eles podem pagar, onde eles se concentram em maioria e qual o volume de procura que eles apresentam.
DIFERENCIAIS:
Determine alguns elementos do seu produto que serão nota dez o diferenciarão da concorrência. São por estes fatores que o público escolherá comprar da sua empresa e não do concorrente. Nos demais elementos, permaneça na média oferecida pelo mercado.
COERÊNCIA:
Escolha fornecedores e perfis de profissionais que possam proporcionar a entrega do produto que você se propôs a vender. Se o seu diferencial é a rapidez, por exemplo, dê preferência a profissionais ágeis.
ESTRUTURA:
Identifique se há espaços não preenchidos ou carência em alguma área da empresa. Deixar lacunas na estrutura da empresa pode comprometer o produto final oferecido ao público.